vencedores - 2011

Publicado: sábado, 1 de janeiro de 2011

ESPM – ESPM 60 Anos














ESPM: DE ESCOLA DE PROPAGANDA DO MASP

À MELHOR ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA,

MARKETING E GESTÃO





O início do governo Getúlio Vargas, pós-revolução de 1930, também foi o período que marcou uma outra e importante revolução no Brasil, na área industrial. Nesse período surgiram companhias como a CSN e a Vale do Rio Doce.



No princípio da 2 Guerra Mundial o crescimento diminuiu, pois o Brasil não conseguia importar os equipamentos e máquinas que precisava. Porém, a indústria começou a exportar como nunca, gerando recursos para a instalação de novas companhias no País, que ainda buscavam o nascente mercado consumidor.



Tudo isso, obviamente, refletiu no crescimento do mercado publicitário do Brasil. O problema é que não existiam profissionais suficientes para abastecer o mercado. E tampouco um ensino da atividade publicitária.



Em 1937, Rodolfo Lima Martensen, com apenas 21 anos de idade, recebeu o convite para trabalhar na Lintas, então house agency da Unilever em São Paulo. Sete anos depois já era o primeiro brasileiro a responder por um cargo de direção da multinacional no Brasil.



Entre outros feitos, também foi o representante do País no I Congresso Internacional de Propaganda, ocorrido em Paris no ano de 1947. Foi um dos responsáveis pelo lançamento da marca Rinso, o primeiro sabão em pó comercializado por aqui.



Entretanto, do mesmo modo que Martensen identificou rapidamente as oportunidades de negócios em seu começo de carreira profissional, também percebeu as carências. A principal delas era a falta de um curso especializado em propaganda no Brasil.



Em 1947, o italiano Pietro Maria Bardi e o empresário Assis Chateaubriand inauguraram o Masp (Museu de Arte de São Paulo). Lá, no Instituto de Arte Contemporânea, eram ministrados cursos, reunindo a nata cultural paulistana naquele local. Além disso havia exposições, como o 1 Salão Nacional de Propaganda, idealizado pelo alemão Gerhard Wilda, um dos maiores diretores de arte da história da publicidade brasileira.



O salão fez um sucesso acima do esperado, mais do que qualquer outra exposição de arte já realizada no novo museu. E Rodolfo Martensen estava lá. Foi aí que recebeu o convite de Bardi para apresentar um projeto de um curso de propaganda. Algo que ele topou na hora, para ajudar a melhorar o nível da atividade que estava começando a tomar ares profissionais.



Aprovado pelo Masp no dia 27 de outubro de 1951, com o apoio de Chateaubriand, surge então a Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo, da qual Rodolfo se torna diretor-presidente. A estreia do curso foi em março de 1952, com professores que não eram remunerados.



O curso teve um vertiginoso crescimento, a ponto de, quatro anos depois, o museu não comportar mais a capacidade de alunos. Com isso, a instituição foi reaberta em outro edifício, como iniciativa autônoma, recebendo o nome Escola Superior de Propaganda.




Martensen afastou-se da direção da instituição em 1971, cabendo ao publicitário Otto Scherb dar continuidade ao legado deixado pelo fundador. Foi nesse período que a Escola conquistou o respeito que mantém até hoje. Ele, que também era professor, percebeu a necessidade de transformá-la efetivamente em uma instituição de ensino superior, reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação). Coube a Otto Scherb a antevisão e ousadia de incluir no nome da Escola a palavra Marketing, gerando assim a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), nome consagrado até os dias de hoje.



Em 1981, Scherb passou o bastão ao professor Francisco Gracioso. O presidente que mais tempo ficou na instituição, durante 26 anos, foi quem transformou-a nesse gigante que todos conhecem. Gracioso investiu em mais cursos, lançou a pós-graduação, inaugurou o campus da Vila Mariana e o prédio da pós-graduação, no mesmo bairro paulistano, criou outras unidades como as de Porto Alegre e Rio de Janeiro, entre outros feitos.



A transformação continuou com os dois gestores posteriores Luiz Celso de Piratininga, o Pira, que ficou apenas dois anos à frente da gestão. Ele, que faleceu em 2009, mas colocou a Escola na rota internacional, com mais de 35 parcerias firmadas pelo mundo.



Atualmente, com J. Roberto Whitaker Penteado, que no ano passado deu mais um passo ousado com o lançamento dos cursos de graduação e pós-graduação em Jornalismo, com ênfase em direção editorial, a pedido de Roberto Civita, presidente do conselho do Grupo Abril, um atestado de credibilidade para a ESPM.



Hoje a ESPM possui quase 17 mil alunos em todas as suas unidades e modalidades de ensino, sendo 6.800 na graduação, 2.400 na pós e 7.650 nos cursos de extensão, que englobam cursos intensivos, avançados, de férias, escola de criação e cursos livres. São cerca de 700 professores, 585 funcionários, cinco cursos de graduação e 15 de pós. Possui dois mestrados em atividade: PMGI (Programa de Mestrado em Gestão Internacional); e PPGCOM (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo).



Em termos de receita, a expectativa para 2011 é de R$ 220 milhões, com projeções de crescimento de 30% até 2015. Até lá, serão investidos R$ 225 milhões em estrutura física, capacitação de professores e governança.



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